10 Tendências para ficar ligado em 2016!

Olá!
Após ler diversos artigos nestes últimos anos, e visualizando possíveis oportunidades para o ano de 2016, compartilho abaixo uma lista de possíveis tendências para a TI, Internet, Marketing e afins para o próximo ano que está por vir.

Fique ligado!

1. Bloqueio de Anúncios

Em um passado não muito distante, vivíamos numa internet onde dominavam anúncios no estilo PopUp ao entrarmos em sites. Esta forma de anúncio era intrusiva, tirava o foco do que queríamos de fato, e em alguns momentos até nos impedia de acessar o que de fato buscávamos. Porém, estes anúncios funcionavam de certa forma, pois chamavam a nossa atenção. Até que belo dia, a Internet chegou em sua adolescência, criou um pouco de juízo, e nossos navegadores nos deixaram um pouco mais seguros, bloqueando os PopUps de vontade própria.

Todos tiveram que utilizar a criatividade para criar novas formas de anúncios, anúncios que conseguissem conviver com o conteúdo da tela principal, e chamasse atenção no meio da experiência do usuário, e não em um único momento ao abrir a página.

Agora, em 2015 e 2016, a a menina Internet em sua fase mais adulta, mais profissional, está evoluindo e exigirá novamente um pouco mais de criatividade dos anunciantes. Em 2015 iniciou-se uma pré-guerra entre os grandes players da Internet como Google, Apple e Facebook contra os atuais e pequenos (se comparados aos atacantes) bloqueadores de Anúncios.

Apesar da força destes players, acredito em uma internet mais focada, onde consigam que o uso das nossas conexões de dados com anúncios fique abaixo dos 25%, talvez até por parte do estado. Deixando a Internet mais rápida e mantendo o usuário mais seguro.

Acredito num futuro onde os próprios navegadores consigam gerenciar melhor a privacidade do usuário, bloqueando tentativas de saber mais detalhes sobre a vida destes.

Com isso, espero um marketing mais inteligente, mais criativo, talvez com a utilização de anúncios internos utilizando HTML5 (Google Webdesigner) e também o famoso e funcional Marketing de Conteúdo.

De qualquer forma veremos algumas mudanças em 2016 da mesma forma que aconteceu com os PopUps.

2. Maior foco nas Gerações Z

E assim como a Internet, outros que estão crescendo são os Millennials e os Post-Millennials, ambos das gerações Y e Z, e com isso também vai aumentando o seu poder e decisão de compra de ambos.

Como vender mais para este público? Como chamar a atenção deles? O que procuram? Estas são algumas das perguntas que alguns talvez ainda não deram muita importância em relação à Geração Z, pois até então o segmento não era muito atrativo, porém, veremos grandes mudanças nos próximos anos. Pois consumidores que cresceram já acessando a internet, estão entrando no mercado de trabalho, e prometem movimentar este de uma forma mais dinâmica e impulsiva. Não é com um anúncio em jornal que você chegará até eles (e às empresas deles), e isto ficará cada vez mais claro, então estes jovens internautas deverão ser um maior foco de estudos no momento de definir as estratégias de marketing a partir de agora.

3. Foco no mercado interno

CRISE, a palavra que define 2015 e o futuro. Uma infinidade de notícias surgem todo dia falando da temida crise, e que o cenário deverá ser pior nós próximos anos. Aí vem aquele velho ditado: “Nas dificuldades é que se encontram as oportunidades”. Muitas vezes no passado, por conta do baixo custo, muitas vezes optava-se pela importação de produtos, muitas vezes de mercados asiáticos. Porém, com a variação cambial atual, está opção está ficando menos atrativa. Em outro ponto, está variação cambial torna atrativa a exportação de produtos e serviços.

Logo, há uma maior lucratividade ao exportar, porém, há um mercado interno que necessita de produtos que antes compravam em moeda estrangeira com mais segurança. Digamos que daqui há alguns anos as cotações das moedas retornem aos valores que tínhamos há 1 ou 2 anos atrás (afinal, uma crise não deve durar para sempre). A exportação perderá um pouco da sua atratividade (inclusive já houveram crises no passado por causa do foco total em vender para o mercado externo), e as importações voltarão ao seu nível anterior. Porque não explorar estas necessidade internas enquanto elas existem? Por isso acredito que apesar da “crise”, o mercado interno pode sim se movimentar sem a dependência de mercados externos. Um pouco menos, é claro, porém, possui a sua atratividade.

4. Novos Casos Uber

Uber (Foto: Uber Press Kit)

Não só no Brasil, houveram diversos protestos em 2015 contra o aplicativo Uber, apesar de que este conseguiu entrar no mercado com várias instalações ocorrendo justamente nestes períodos críticos de discussão e proibições. É uma estratégia que o Uber está sendo utilizada em vários países e está funcionando. Como não simpatizar com um serviço de qualidade superior que sofre ameaças do Estado? Nesta história é que surgem os clientes fiéis, então dificilmente se verão usuários reclamando do Uber, pois a empresa está focada em adquirir ótimos clientes, e está fazendo um ótimo trabalho neste quesito.

Mas, discussões como a que ocorre com o Uber deverão surgir em outras áreas também. Não me admira se algum político ou classe voltar a atenção (e armas) para algum outro serviço como AirBnb, Netflix, Spotify, afirmando que tira empregos, é ilegal e outros argumentos que apenas escondem a falta de adaptação e criatividade frente às evoluções do mercado.

5. Realidade Virtual e Realidade Aumentada

Já ouviu falar nestes termos? Em resumo, é isso que os grandes players tem focado recentemente. Google com seu Google Glass (que foi pra gaveta), Facebook com o Oculus Rift, Microsoft com o seu recente Hololens, e a Apple com…?

Resumindo, veremos as coisas evoluírem para o mundo da realidade virtual.

O Google recentemente investiu mais de 500 milhões de dólares na Magic Leap, e também está desenvolvendo alguns projetos interessantes neste sentido, como o uso Realidade Virtual no Youtube, como a parceria entre a (Google) Niantic e a Nintedo no desenvolvimento do Jogo Pokémon Go que deverá usar a geolocalização como base de funcionamento, semelhante ao Ingress (Niantic), e que podem facilmente evoluir para algo focado em Realidade Aumentada. Além disso, há também a recente adoção da Realidade Aumentada no Google Translator, após algumas aquisições. Então, para quem não percebeu ainda, o Google planeja evoluir os softwares para apenas depois trazer o Google Glass 2.0 ao mercado definitivamente.

Já o Facebook, com sua aquisição do Oculus Rift é um mistério, muitos comentaram de usar o Oculus Rift para acessar o Facebook… Acho pouco provável. Acredito que a compra foi mais uma estratégia para entrar no mercado com um produto finalizado, enquanto o Google tenta novamente criar algo do zero como sempre, muitas vezes sem sucesso (exemplos: Google Buzz, Google Wave, etc).

Microsoft Hololens (Foto: Divulgação Microsoft)

Já a Microsoft é a minha aposta neste mercado. Divulgado junto com o lançamento do Windows 10, o Microsoft Hololens é apresentado como um produto completo. Não sei até que ponto é viável (modelagem 3D com ele parece estranho) e o nível de qualidade, afinal, o vídeo de divulgação do Google Glass era coisa de outro mundo e não deu certo.

Agora, ao tomar conhecimento do Hololens, lembrei da possibilidade de uso do Microsoft Kinect em conjunto com o Google Glass. Com as duas tecnologias nas não de uma única empresa, isto é mais viável. Logo, acredito que o Hololens iniciará através da plataforma XBox, até que o próprio XBox e sua rede deixem de ser apenas uma plataforma de jogos e passe a ser uma central de realidade aumentada.

E quanto a Apple, nada muito relevante por enquanto (a não ser a discreta aquisição da alemã Metaio), talvez estejam analisando as tentativas iniciais de seus concorrentes pra depois lançar um iRealidade custando o olho da cara e deixando vários caolhos.

Acredito que veremos mais algumas grandes aquisições (opção 1, opção 2opção 3, opção 4, opção 5, opção 6) focando neste mercado em 2016.

6. Internet das Coisas

Outra tecnologia que deve evoluir em 2016 trata-se da Internet das coisas ou Internet of Things (IoT). Veremos cada vez com mais frequência, dispositivos e sensores que se conectarão entre si oferecendo uma espécie de inteligência coletiva.

Neste mercado, temos a presença novamente ativa do Google, que comprou em 2014 a Nest, e neste ano de 2015 lançou o OnHub, que promete ser um roteador justamente para conectar vários dispositivos de diversas tecnologias de rede entre si através 14 antenas internas.

Google OnHub (Foto: Divulgação Google)

Enquanto isso, temos também a presença da Apple com seu HomeKit, e o Facebook novamente escolheu a estratégia de aquisição, comprando a Parse, já em 2013.

Já a aposta da Microsoft, surge com o Windows 10 IoT, e o serviço de nuvem Windows Azure IoT Services. Além disso, a Microsoft está fazendo uma jogada interessante ao tentar parcerias com projetos de Hardware como o Raspberry PI e o Arduino.

Mas, acho que num futuro com XBox + Hololens, poderíamos de repente levar a Internet das Coisas a outro nível, onde as coisas em si seriam virtuais. De qualquer forma, acho que a conectividade entre essas duas tecnologias virá só daqui há uns dois anos ou mais.

De qualquer forma, veremos talvez já em 2016, o início das discussões a respeito da privacidade, afinal, teremos vários dispositivos “espiando” nossas vidas enquanto estão conectados à Internet, nem todo mundo se sentirá seguro e confiará nas soluções propostas.

7. Wereables

Nos últimos anos temos visto o surgimento de alguns dispositivos que podem ser “vestidos”, que são chamados de Wereables, como relógios, anéis e óculos inteligentes, entre outros. Por enquanto, estes itens estão sendo comercializados principalmente por Early Adopters, porém, em breve devem chegar a outros públicos (talvez aí entre a Geração Y e Z), e se torne um mercado bem mais atrativo.

Google Contact Lens (Foto: Divulgação Google)

De qualquer forma, veremos o surgimento de novos dispositivos (mais relógios, tênis, roupas, lentes de contato, etc), e talvez até a entrada de alguns grandes players neste mercado através de aquisições.

8. Mobile

Segundo uma pesquisa do Google, 2015 foi o ano em que o número de Smartphones superou o de computador no Brasil. Os smartphones estão cada vez mais acessíveis, enquanto que os computadores continuam no mesmo patamar de valores. Por isso veremos este cenário evoluindo cada vez mais.

A partir de agora, teremos cada vez mais usuários que tiveram a sua primeira conexão com a internet através do celular. Então, os sites e aplicações deverão levar em conta, que muito em breve, os usuários não terão as experiências de usar um mouse e um teclado. E sim, outras formas de interagir. Hoje fazemos sites com a certeza de que aquele usuário já utilizou a internet em um computador algum dia, porém, em breve não será mais uma certeza.

A partir de agora, a tendência é que o mercado móvel evolua de forma ainda mais significante em 2016, e será necessário quebrar alguns paradigmas, principalmente nas áreas de marketing e webdesign.

9. SmartTVs

SmartTV já existe a muito tempo! Não!

Na verdade ainda não temos SmartTVs se verdade, infelizmente. O que é uma SmartTV? Antigamente alguns fabricantes utilizava o termo Smart porque as TVs tinham a possibilidade de programar pra ligar e desligar, aí que surge a pergunta, isto é SmartTV?

Hoje, temos uma geração de SmartTVs um pouco mais evoluída, porém, ainda não é tão Smart assim. Espero que em 2016 comecem a surgir algumas TVs de verdade. Que permitam atender o celular e receber vídeo chamadas enquanto o filme na Netflix fique pausado, ou então que pause automaticamente ao identificar que o seu celular está longe da TV, ou então que se conecte a outros dispositivos (IoT), desligando a luz da sala de forma personalizada por exemplo.

2015 BRAVIA™ TV (Foto: Sony Press Centre)

Atualmente estão surgindo algumas evoluções neste sentido, onde vejo algumas possibilidades com o Android TV, que foi embarcado em uma TV pela primeira vez neste ano de 2015.

De qualquer forma, veremos algumas evoluções, inclusive com o surgimento de aplicações interessantes.

10. Novas Startups

Todo ano surgem novas startups, em 2016 não será diferente, porém, vejo que com o atual cenário da economia, temos muitos problemas para serem resolvidos, onde um dos principais é a própria sobrevivência destas novas startups. Muitos acabarão empreendendo por necessidade, e talvez de forma mais criativa e focada, então, acredito que em 2016 veremos uma evolução no mercado de startups, onde teremos soluções de qualidade e empresas competitivas e enxutas. E com a melhora da economia, estas startups estarão preparadas para se destacar no mercado após este momento delicado do nosso país.

É neste cenário, que está surgindo a Agência Liker, onde estamos confiantes de que nas dificuldades se encontram as oportunidades, e que com isso podemos oferecer soluções diferenciadas e inovadoras, capazes se auxiliar diversas empresas e pessoas para que 2016 seja um ano excelente, cheio de novos negócios e desafiando os próprios desafios que todos os pessimistas acreditam que surgirão sem solução aparente.

Estas tendências que listei aqui são algumas das coisas que acredito que terão impacto no ano que vem, e possivelmente no final de 2016 conversaremos sobre 2017 e vamos analisar o que de fato se concretizou em 2016.

E se você quiser focar em algo dos 10 tópicos acima neste ano que está por vir, pode contar com a gente! 🙂

Muito sucesso!

Abraço,
Patrick Kaminski
Agência Liker!


Patrick Kaminski é especialista em Segurança de Sistemas, e atua
na área de TI como desenvolvedor web, desenvolvedor de sistemas,
palestrante, consultor e professor desde 2005.

 

Obs.: Artigo republicado do Medium e Linkedin Pulse!

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